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Cultura de bem-estar: De que adianta sermos ágeis e digitais se não estamos mentalmente saudáveis?

Como anda a saúde mental de nós, brasileiros? Segundo dados recentes da OMS (2019), não estamos nada bem. Somos o país com a maior taxa de transtornos de ansiedade no mundo, quase 20 milhões de casos ou 9,3% da população, e o quinto em casos de depressão, com 5,8% de pessoas afetadas. Outra pesquisa da ISMA (International Stress Management Association) feita em 9 países, constatou que 1/5 da população brasileira economicamente ativa já sofreu com a Síndrome de Burnout, a fadiga mental e física completa.

Se estes dados já se mostravam preocupantes às empresas antes da pandemia de Covid-19 e suas transformações impostas, o isolamento social e as novas configurações nos regimes de trabalho nos alertam para a importância da construção e manutenção de ambientes e relações de trabalho cada vez mais saudáveis, em que a economia colaborativa, o bem-estar dos colaboradores esteja sempre no foco da liderança. Afinal, uma equipe feliz e cheia de vitalidade pode ser percebida pelo dinamismo de sua produtividade e sua capacidade de inovar.

Essa é a visão da Carol Romano, psicanalista e sócia-fundadora da Maker Brands, consultoria de inovação, com quem conversamos sobre o bem-estar nos ambientes corporativos. Carol nos contou que esse foi um dos segredos das equipes de alta performance descoberto pelo Google em seu recente projeto Aristóteles. Estatísticos, analistas e especialistas se aprofundaram nos comportamentos, afinidades e estilos das melhores equipes internas da empresa, medindo a satisfação pessoal dos profissionais, seu nível de interação social além do ambiente corporativo e a liberdade de expressão individual, estimulada ou não por seus líderes. A grande conclusão deste estudo, apesar da diversidade e amplitude de dados coletados, é clara: equipes saudáveis e altamente produtivas são as que conseguem promover também o bem-estar psicológico de seus integrantes.

Mas afinal, o que é a cultura de bem-estar na prática e como podemos trazê-la para nossas equipes de trabalho, colhendo os melhores resultados em produtividade, criatividade e inovação? Carol destacou algumas das principais características de equipes de alta performance: 

1- Ambientes psicologicamente seguros

Sentir-se seguro, em qualquer ambiente, é condição essencial para o cumprimento de nossas obrigações e para o nosso desenvolvimento pessoal. No ambiente corporativo, mesmo em regimes de home office, empatia, confiança, escuta, o não julgamento e o direito ao erro promovem a conexão e o apoio mútuo entre os profissionais, estabelecendo espaços constantes para a troca e, assim, para a inovação.

Com o afastamento físico das equipes por conta da pandemia, esse vínculo precisa ser repensado e estimulado sob novas perspectivas, como reuniões on-line para momentos de feedback ou descontração, uma escuta ainda mais próxima das dores e temores dos profissionais pelos seus líderes, e o acompanhamento psicológico de todos frente às incertezas desse momento peculiar em nossas vidas.

2- Liderança assertiva e autogestão

Segundo Amy Edmonson, professora de Harvard e especialista em Segurança Psicológica, esse conforto dentro das equipes pode ser alcançado com líderes assertivos, éticos e verdadeiros, além da autogestão proporcionada a todos os profissionais. A liderança assertiva consegue criar vínculos com colaboradores comprometidos voluntariamente com o sucesso, com esforços combinados para alcançar o objetivo final desejado. É uma liderança orientada para os resultados, que explora habilidades individuais e constrói relações maduras, baseadas na confiança, autonomia e autogestão de cada profissional, em seus tempos e entregas, sem aquele modelo de “comando e controle”.

3- Mentalidade de crescimento

De acordo com Carol Dwek, professora de psicologia, nossa mentalidade pode se comportar de duas formas em diferentes aspectos de nossas vidas. Podemos ter uma mentalidade fixa, de valores bem estabelecidos e crenças em dons e habilidades inatas, pouco aberta à inovação e ao aprendizado e afetada negativamente por falhas e críticas, gerando frustrações, ou uma mentalidade de crescimento, aberta constantemente ao aprendizado e à inovação através da expressão individual livre de pré-julgamentos, que aceita as falhas e acredita no crescimento através de esforço individual e conjunto, estratégias de desenvolvimento e feedbacks constantes.

Assim, o senso de resiliência da equipe é desenvolvido e sua saúde mental é valorizada, estimulando novas perspectivas sobre o trabalho e possibilidades de inovação. Para Carol Romano, a agilidade na gestão e o mindset digital são habilidades tão importantes de serem adquiridas pelas empresas quanto a inteligência do bem-estar. Se não estivermos com boa saúde mental e segurança psicológica, não serrá possível arriscar e inovar.

Por meio de sua empresa, MakerBrands, Carol Romano oferece o serviço de Healthier Work Environment and Relations, que busca e estimula ambientes e relações de trabalho mais saudáveis para melhores performances e resultados. Conheça mais sobre o seu trabalho no Instagram.

Para saber mais sobre liderança assertiva e autogestão, e sobre a mentalidade de crescimento, recomendamos os TED Talks de Amy Edmonson e Carol Dwek respectivamente. Estimule essa discussão em sua equipe, cultive o bem-estar de forma intencional e fale com a Circle. Siga as nossas redes sociais!

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